Notícias de Nutrição | Edição nº 9

O mês de dezembro de encerrar o ano, e nesta edição final, falamos de dietas e a saúde auditiva, percepções sobre a nutrição e como a nossa genética influencia os nossos detectores de sabor.

As Notícias de Nutrição deste mês são apresentadas aqui por Harriet Smith.


Seguir uma dieta saudável pode reduzir o risco de perda auditiva

Um estudo recente descobriu que seguir uma dieta saudável pode ajudar a reduzir o risco de perda auditiva.

O estudo analisou os dados de 3135 profissionais de saúde do sexo feminino, caucasianas, em 19 regiões dos EUA. Os dados de ingestão alimentar de mais de 20 anos, obtidos em intervalos de quatro anos, foram combinados com os dados de sensibilidade auditiva.

Os pesquisadores identificaram padrões alimentares saudáveis bem estabelecidos (como a dieta DASH ou a dieta mediterrânea) e determinaram as semelhanças na alimentação dos participantes.

Os participantes com uma alimentação mais semelhante aos padrões alimentares saudáveis tinham uma probabilidade 30% menor de experienciar uma diminuição na sensibilidade auditiva em comparação com os participantes com uma alimentação distante dos padrões alimentares saudáveis.

São necessárias mais pesquisas em populações mais diversificadas, no entanto, esta pesquisa sugere que um dos benefícios adicionais de se seguir uma alimentação saudável pode ser a manutenção da audição.

A aversão por vegetais pode ser genética

Um novo estudo, apresentado na conferência anual da American Heart Association, destacou que a genética pode ajudar a explicar por que algumas pessoas têm dificuldades para ingerir as quantidades necessárias de vegetais na dieta.

Os pesquisadores consideraram os fatores que atuam sobre a adesão alimentar para a saúde do coração e como a genética influencia os receptores de sabor. Eles descobriram que as variações em um gene responsável pelo sabor, chamado TAS2R38, podem fazer com que certos compostos tenham um sabor amargo para algumas pessoas.

O gene de sabor TAS2R38 tem duas variantes – AVI e PAV. Cerca de 25% das pessoas têm duas unidades da variante PAV e este grupo de pessoas é conhecido como os “super-tasters”.

Esta configuração genética significa que eles são muito sensíveis aos sabores amargos, encontrados em vegetais verdes, como o brócolis, o repolho e os brotos. Na verdade, os super-tasters são 2,6 vezes mais propensos a ingerirem menos vegetais em comparação ao restante da população.

Os cientistas alimentares estão tentando desenvolver formas para reduzir o sabor amargo dos vegetais. Enquanto isso, os super-tasters podem assar os vegetais com um pouco de gordura ou combiná-los com sabores intensos, como o do alho e de especiarias, para ajudar a mascarar o sabor amargo.

Metade da população adulta do Reino Unido não tem conhecimentos sobre nutrição

Um levantamento recente descobriu que metade dos britânicos adultos consideram não ter conhecimentos sobre o que deveriam comer.

Mais de 2000 pessoas participaram do levantamento, encomendado pelo Food Advisory Board; um grupo formado por nutricionistas, profissionais de saúde e alimentação, pesquisadores e técnicos agrícolas.

Metade dos participantes afirmou não saber as quantidades de proteína, gordura, carboidratos, açúcar, laticínios, frutas e vegetais que precisam ingerir ou o tamanho correto das porções. 90% acham que não têm uma alimentação balanceada, enquanto um terço afirmou não ingerir nenhuma fruta em uma semana habitual.

Uma representação daquilo que sugeriu o Food Advisory Board, de que o grande volume de informações contraditórias sobre nutrição confunde o público, deixando as pessoas inseguras sobre o que devem comer, levando a escolhas alimentares mal informadas.

Comprimidos para emagrecer associados a diagnósticos de transtornos alimentares

Um estudo recente descobriu que o uso de comprimidos para emagrecer e de laxantes está associado a um risco maior de ser diagnosticado com um transtorno alimentar.

O estudo examinou 15 anos de dados de mais de 10.000 mulheres dos EUA entre 14 a 36 anos de idade. Os pesquisadores concluíram que as mulheres jovens que faziam uso de comprimidos para emagrecer ou de laxantes para perder peso tiveram maior probabilidade de receber diagnósticos de algum transtorno alimentar dentro de um a três anos, em relação às que não faziam uso.

As mulheres que usavam comprimidos para emagrecer tiveram duas vezes mais chances de receber um diagnóstico de transtornos alimentares em comparação com as mulheres que não usavam. As mulheres que usavam laxantes tiveram quatro vezes mais chances de receber um diagnóstico de transtornos alimentares em comparação com aquelas que não usavam.

Os autores do estudo sugeriram que o uso de comprimidos para emagrecer ou de laxantes é um hábito que abre portas para um diagnóstico de transtornos alimentares e que deve ser tratado como um sinal de aviso de que alguma intervenção seja necessária.


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