Notícias de Nutrição | Edição nº 5

Julho foi um excelente mês para os amantes de chocolate e defensores da dieta mediterrânea. Mesmo que estudos tenham descoberto que o estigma do peso afeta tanto os homens quanto as mulheres.

Aqui estão as Notícias de Nutrição deste mês, feita pela nutricionista Harriet Smith do site surreydietitian.co.uk.

Estigma do peso em homens tem consequências prejudiciais à saúde

A estigma do peso afeta a nossa saúde, mas não existiam pesquisas sobre essa estigma em homens até agora.

Um estudo recém-publicado com 1.753 homens mediu a altura autorreferida, o peso, a demografia, o estigma do peso, bem-estar psicológico, comportamentos de saúde e auto-avaliação da saúde.

Os resultados mostraram que a experiência de estigmatização de peso e a internalização de atitudes negativas em relação ao peso estavam associados a problemas de saúde, aumento da dieta, aumento da probabilidade de sintomas depressivos e aumento do risco de compulsão alimentar.

Os pesquisadores concluíram que a experiência de estigmatização de peso e a internalização de atitudes negativas em relação ao peso estão associados a índices mais baixos de saúde em homens.

Chocolate amargo associado a menor risco de depressão

Boas notícias para os amantes de chocolate! Uma pesquisa transversal de mais de 13.000 adultos norte-americanos descobriu que o consumo de chocolate amargo pode estar relacionado à redução do risco de sintomas depressivos clinicamente relevantes.

O estudo analisou dados da Pesquisa Nacional de Saúde e Nutrição entre 2007/2008 e 2013/2014. Eles mediram o consumo diário de chocolate usando dois recordatórios alimentares de 24 horas, enquanto os sintomas depressivos foram medidos usando um questionário de saúde do paciente.

Aqueles que regularmente comiam chocolate amargo tinham 70% menos chances de desenvolver sintomas depressivos. Além disso, participantes que comiam grandes quantidades de chocolate (104-454g por dia) tinham 57% menos chances de desenvolver sintomas depressivos em comparação com aqueles que não comiam nenhum chocolate (depois de ajustar para o consumo de chocolate amargo).

Lembrando que precisamos de estudos intervencionais de alta qualidade antes de podermos concluir se o chocolate amargo é bom para a saúde mental.

Comitê Científico Consultivo sobre Nutrição publica revisão atualizada sobre gorduras saturadas e saúde

O Comitê Científico Consultivo do Reino Unido sobre Nutrição, SACN, publicou uma revisão atualizada sobre gorduras saturadas e saúde.

O relatório concluiu que o valor de referência dietético para gorduras saturadas deve permanecer inalterado desde as recomendações anteriores, que foram feitas em 1994. As gorduras saturadas não devem atingir mais de dez por cento da ingestão diária total de energia de crianças e adultos com 5 anos ou mais.

Além disso, eles confirmaram que ainda há evidências suficientes para apoiar a recomendação de que a substituição de gorduras saturadas por gorduras insaturadas (especialmente gorduras polinsaturadas) é benéfica para a nossa saúde.

Boas fontes de gorduras polinsaturadas incluem: peixes gordos, nozes, sementes, óleos vegetais, etc.

Dieta mediterrânea durante a gravidez pode ajudar a reduzir o risco de diabetes gestacional

Um novo estudo interessante descobriu que uma dieta simples, de estilo mediterrâneo, durante a gravidez tem o potencial de reduzir o ganho de peso e o risco de diabetes gestacional.

O estudo controlado aleatoriamente foi realizado em cinco maternidades no Reino Unido. Mais de 1.200 mulheres grávidas que tinham fatores de risco metabólicos foram designadas para uma dieta mediterrânea ou tratamento usual. Elas receberam aconselhamento dietético em intervalos regulares durante toda a gravidez.

Embora o estudo não tenha mostrado que uma dieta mediterrânea reduziu o risco de complicações adversas na mãe e no bebê, eles descobriram que houve uma redução aparente de 35% nas chances de ter diabetes gestacional e uma redução média em ganho de peso gestacional de 1,5kg no grupo intervenção comparado ao controle.

Uma dieta mediterrânea é tipicamente rica em frutas e vegetais, grãos integrais, nozes e leguminosas, com moderado a alto consumo de peixe e baixa a moderada ingestão de carne magra e produtos lácteos.


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