Notícias de Nutrição | Edição nº 10

Em Janeiro, vamos olhar para trás e trazemos quais as dietas mais promovidas pelas celebridades, apesar de não terem fundamento científico, a neurologia por trás da compulsão alimentar e ainda o que a saúde pública do Reino Unido está promovendo para melhorar o tratamento de cancêr.

As Notícias de Nutrição deste mês são apresentadas aqui.


As tendências das dietas de celebridades a serem evitadas em 2020

A British Dietetic Association (BDA) divulgou uma lista com cinco tendências das dietas de celebridades a serem evitadas nesse novo ano.

A lista, elaborada por nutricionistas da BDA e comunicadores das mídias, inclui o fat-shaming (humilhar uma pessoa por ter excesso de peso), a nutrição parenteral e os suplementos capilares em goma entre as maiores tendências.

O fat-shaming tem sido usado por algumas celebridades com o intuito de incentivar a perda de peso. No entanto, a nutricionista da BDA, Katherine Kimber, afirma: “Há evidências claras que sugerem que a humilhação de pessoas por conta do seu tamanho não traz benefícios à saúde e está associada a exclusão generalizada, a redução de atividade física e a uma saúde física e psicológica mais frágil.

Os defensores da nutrição parenteral afirmam que esta pode curar ressacas, aumentar os níveis energéticos e até queimar gordura! Contudo, os nutricionistas da BDA afirmam que o procedimento arriscado não cumpre aquilo que promete e pode expor o indivíduo a um risco elevado de infecção, especialmente se a pessoa que administra não for devidamente qualificada.

Por fim, as gomas para cabelo são amplamente divulgadas por celebridades devido aos seus efeitos nutritivos para a saúde capilar. No entanto, a nutricionista da BDA, Aisling Pigott, afirma que: “Dizer que a ingestão de um comprimido de vitaminas pode nos ‘proporcionar um cabelo melhor’ não tem qualquer evidência científica. É uma publicidade irresponsável feita por celebridades sem nenhuma evidência.”

Circuito cerebral associado a compulsão alimentar

Pesquisadores da Universidade da Geórgia descobriram que a alimentação em excesso e a compulsão alimentar podem estar associadas aos nossos circuitos cerebrais.

Usando um modelo em ratos, o estudo focou em um tipo de célula cerebral que produz um transmissor chamado hormônio concentrador de melanina (MCH). Altos níveis de MCH no cérebro podem aumentar a ingestão de alimentos. No entanto, este foi o primeiro estudo para demonstrar que os níveis elevados de MCH no cérebro podem levar a uma compulsão alimentar (isto é, ingestão exagerada de alimentos mesmo sem ter fome e sem pensar nas consequências da ação).

Os pesquisadores têm esperanças de que seus achados ajudem no desenvolvimento de terapias para tratar esse tipo de compulsão, de forma que as pessoas possam manter um regime alimentar saudável sem precisar renunciar aos alimentos saborosos, mas não tão saudáveis.

Promoção de atividade física pelo NHS do Reino Unido a pacientes com câncer antes do tratamento

O sistema nacional de saúde (NHS) do Reino Unido anunciou que os pacientes com câncer receberão sessões de academia grátis antes de iniciar a quimioterapia com o intuito de melhorar os resultados do tratamento.

Os pacientes terão acesso a uma combinação de estilos de treino, como treino de força, de cárdio e de alta intensidade em conjunto com o aconselhamento nutricional e o apoio à saúde mental.

A iniciativa já foi implementada para 500 pacientes com câncer em Manchester, com previsão de participação de mais 2.000 nos próximos dois anos. Outros serviços semelhantes estão sendo implementados em outras partes do Reino Unido.

Alguns pacientes conseguiram acessar esse suporte 48 horas após receber o diagnóstico de câncer, pois há cada vez mais evidências sugerindo que o aumento da aptidão física pode melhorar os resultados do tratamento e reduzir as internações hospitalares.


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